Grupos de Trabalho
| Através da leitura dos textos de Jacques Lacan, aprofundar a compreensão das obras de Sigmund Freud, e as transformações da transmissão e da técnica da Psicanálise até nossos dias. |
| Periodicidade: Encontros quinzenais, às 5as feiras, das 18 às 19h |
| Representante: Jodemar Porto Costa |
| Procura discutir as interfaces entre Psicanálise, Cultura e Religião e as possibilidades que estes estudos têm para um melhor entendimento do Homem, da sua constituição e da sua necessidade de estabelecer um conceito de Deus, dentro da cultura judaico-cristã. Dessa maneira, discute a crítica freudiana à Religião, bem como os novos estudos sobre essa temática. Permite discutir as relações e as tensões entre Ciência e Religião ao longo da história e sua expressão na sociedade atual. Aprofundar a discussão relativa à problemática da contemporaneidade, a crítica freudiana à cultura e a sua continuação em estudos posteriores, envolvendo a cultura da ilusão, as novas formas de subjetivação e o mal-estar na cultura. |
| Periodicidade: Encontros quinzenais, às 6as feiras, das 9 às 11h |
| Representante: José Francisco Fernandes Júnior e Vicente de Paula Ferreira |
| A partir dos fundamentos teóricos psicanalíticos, pesquisar o lugar da criança no mundo contemporâneo, articulando-o com os fatores sócio-econômico-culturais. Estando essa associada à sexualidade feminina, faz-se necessário uma incursão a história da mulher e da família para que, através das transformações que se deram, possamos articular os efeitos destas sobre a criança. |
| Periodicidade: Encontros quinzenais, às 5as feiras, das 20:30 às 22h |
| Representante: Leila Guimarães Lobo de Mendonça |
| Propõe-se a fazer uma articulação entre a Interpretação dos Sonhos presente na obra freudiana (Volumes IV e V) e a contemporaneidade. Temos o objetivo de retomar a Interpretação dos Sonhos como instrumento de manejo da clínica atual perante as novas formas de subjetividade. Na interseção entre a teoria e a clínica colocar em discussão os desafios do mundo contemporâneo. |
| Periodicidade: Encontros mensais, às 2as feiras, das 18:30 às 20:30h |
| Representante: Márcio Tadeu Tasca |
| Estudos em Psicopatologia geral e psicanalítica e interlocução com as demandas da atualidade. A partir da contextualização da Contemporaneidade pensar de que forma os sujeitos inseridos nesta cultura adoecem. Permite, também, uma ampla intersecção com outras áreas do saber como: Psiquiatria, Antropologia, Sociologia e Filosofia. Tais intersecções irão permitir um estudo crítico tanto no que diz respeito à Psicanálise e suas principais categorias psicopatológicas, quanto em relação a atual psicopatologia desenvolvida, principalmente, pela psiquiatria calcada no DSM-IV |
| Periodicidade: Encontros mensais, às 5as feiras, das 9:30 às 11h |
| Representante: Carlos Mendes Meirelles e Heitor Lobo de Mendonça |
| “Histórico sócio-cultural da mulher. Sigmund Freud e a sexualidade feminina. Contemporaneidade e o feminino. Pós-freudianos e a sexualidade feminina”. |
| Periodicidade: Encontros quinzenais, às 6as feiras, das 10às 11:30h |
| Representante: Stetina Trani de Meneses e Dacorso |
| A partir do estudo da obra de Michel Foucault estabelecer os pontos de aproximação e crítica da psicanálise. Aprofundar a questão saber/poder no contexto da teoria e da prática psicanalítica. |
| Periodicidade: Encontros mensais, às 5as. Feiras, das 9:30 às 11h |
| Representante: Heitor Lobo de Mendonça |
Queremos problematizar nossa experiência institucional no Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos. O que, efetivamente, estamos propondo, que quer diferenciar-se das experiências de institucionalização e transmissão da psicanálise que vêm existindo até agora? O que significa não oferecer formação psicanalítica, quais são os sentidos possíveis desta proposta, suas implicações, suas razões? Nossa idéia é estudar temas ligados à história da psicanálise, do movimento psicanalítico e de suas migrações, visando estas questões.
"A psicanálise não se desloca com armas e bagagens: aplicar seus conceitos, impor suas grades de leitura, é desconhecer sua função. Ela é um movimento, mais do que uma instituição, mais do que uma história. Um movimento que, como a terapia, avança por desvios, inflexões, procede por espirais, tem paradas e progressos." (J. B. Pontalis, A força de atração, Jorge Zahar, 1991, p. 107.)
Leituras propostas, para comçar: Elizabeth Roudinesco, Nádia Sério, Maud Mannoni, J. B. Pontalis, Joel Birman. |
| Periodicidade: primeira e terceira 5ª feira de cada mês, 10:30 às 12:00 (quinzenal)- Niterói |
| Representante: Marielena Legey |
No contemporâneo o corpo tornou-se uma espécie de campo de batalha sobre o qual operam diferentes máquinas as quais funcionam ao mesmo tempo como operadores que permitem formular estratégias de captura e de resistência das subjetividades. Nos domínios dos saberes científico, filosófico e psicanalítico surgiram as mais diversas abordagens que se por um lado podem funcionar como instrumentos de amplificação da potência e da criatividade dos corpos e das subjetividades, por outro atuavam como mecanismos que esvaziavam essa mesma potência, remetendo a subjetividade ao domínio da representação a qual favorece a sua utilização como instrumento de repetição de certas tendências homogeneizantes da sociedade contemporânea. Na prática clínica que tem como referencial a psicanálise é inevitável constatar a proliferação de novas formas de sofrimento existencial cristalizados nos corpos, as quais têm levado aqueles que atuam nessas áreas a repensar não apenas suas teorias como também suas modalidades de intervenção terapêutica. Diante de tudo isso, fomos levados a formular determinadas perguntas tais como: o que pode o corpo como potência de resistência? O que pode a clínica como espaço de ampliação do potencial criativo? Como um corpo realçado em suas intensidades afetivas pode funcionar como instrumento de resistência ampliando os espaços de liberdade? Por que o corpo acabou por ocupar um espaço tão importante na produção de subjetividade contemporânea? Evidentemente o intuito deste grupo de trabalho não é o de responder a todas estas perguntas, mas amplificar o debate através de uma interlocução transdisciplinar entre clínica e cultura.
Inicialmente discutiremos os conceitos de corpo e potência em Espinosa, o de corpo sem órgãos em Deleuze e o corpo paradoxal em José Gil. Num segundo momento pretendemos trabalhar os desdobramentos desta perspectiva da potência na clínica e na cultura contemporâneas.
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| Periodicidade: primeiras segundas-feiras do mês, às 20:45 horas |
| Representante: Márcia Aran |
| Partindo do estudo do trauma para os diversos autores da psicanálise pretendemos delinear as vicissitudes e os desdobramentos do complexo traumático, seu especto vivencial, sua condição disruptiva, assim como as diferentes modalidades de repetições dessas vivências encontradas na clínica psicanalítica |
| Periodicidade: Primeira e terceira quarta-feira do mês. De 12 às 13:30 hs. |
| Representante: Valéria Pinho |
Pensar a interferência da tecnologia (novas tecnologias reprodutivas, operações de mudança de sexo, transplantes e conexões homem-máquina) no corpo, na sexualidade, na diferença sexual, nas subjetividades e na filiação. Propostas bibliográficas: Heiddegger, M. "A questão da técnica".(leitura atual)
Donna Haraway Manifeste cyborg et autres essais Sabine Prokhoris Le sexe prescrit. La différence sexuelle en question Maurice Godelier Au fondement des sociétés humaines ____________ Métamorphoses de la parenté Thomas Laqueur La fabrique du sexe. Essai sur le corpos e le genre en Occident Slavoj Zizek « La sexualité aujourd’hui », in Plaidoyer en faveur de l’intolérance
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| Periodicidade: 5ªs feiras de 20 :30 às 22:00 (mensal) |
| Representante: Simone Perelson |
O objetivo do grupo é problematizar a articulação família e subjetividade procurando uma reflexão sobre a relação entre as configurações familiares e as formas de subjetivação contemporâneas. Na modernidade a família nuclear foi pensada e instituída como o lugar fundamental de produção e constituição da subjetividade. Tornou-se peça chave e principal encarregada e responsável pela introdução da criança na ordem da cultura, e consequentemente pelos desdobramentos e impasses que se colocam nesse processo. A construção desse modelo familiar se deu a partir de necessidades políticas e sua implantação exigiu uma série de transformações sociais. Apesar disso ele não se desenvolveu nem na mesma época e nem da mesma forma nas diferentes camadas sociais, não se tornando um modelo universal. Nas sociedades contemporâneas uma hegemonia desse modelo familiar nuclear está cada vez mais em xeque, a partir não só da persistência de organizações familiares diversas, mas principalmente das mudanças ocorridas nesse próprio modelo. Inaugurado na modernidade, o discurso psicanalítico se constituiu a partir do trabalho com indivíduos forjados dentro do modelo da família nuclear. Nesse contexto as diferentes formas de subjetivação, seus impasses e sintomas foram delineados e estudados. Nos dias atuais nos deparamos com novos arranjos familiares que produzem diferentes efeitos sobre a subjetividade. Nossa proposta é refletir sobre as repercussões dessas transformações no campo e na experiência psicanalítica.
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| Periodicidade: mensal, terceira 4a. feira do mês, 21:15h |
| Representante: . |
Nossa linha de pesquisa busca construir uma abordagem da relação entre subjetividade e criatividade a partir de diferentes perspectivas :
- da filosofia da arte (a Estética propriamente dita); - da história da arte; - da própria produção artística; - da fruição estética.
Nossa reflexão gira em torno das relações entre a subjetividade e o contexto histórico-social no interior do qual o processo criativo emerge, buscando as ressonâncias éticas e estéticas envolvidas neste processo. |
| Periodicidade: quinzenal, na primeira e terceira 2ª feiras de cada mês, às 21 horas |
| Representante: Margarida Cavalcanti |
A proposta do grupo baseia-se numa concepção da prática psicanalítica em que a formulação dos conceitos promove a direção de seus efeitos clínicos e políticos . Partindo deste posicionamento estamos trabalhando questões da clínica e da prática teórica em sua dimensão micropolítica, ou seja, como políticas de existência. Neste sentido, consideramos que, na atualidade, alguns campos revelam-se privilegiados na formulação dos conceitos, tais como os que tocam às noções de corpo, afetos, transferência, entre outros. Estes conceitos funcionam como atratores e exigem uma abordagem que afirme os modos de existir que se diferenciam das formas totalizadoras indicadas pelos conceitos de representação, castração, falta, falo, quando tomados como centrais na teoria e na direção da clínica. Propomos, portanto, traçar caminhos que tragam para a experiência analítica, uma discussão sobre as possibilidades de trabalhar com as forças pulsionais mobilizadas pela transferência. Nesse sentido procuramos uma vertente de afirmação dessas forças como alternativa aos becos sem saída da culpabilidade edípica ou do gozo sádico e masoquista. Isto implica em traçar novas cartografias subjetivas onde se articulem o cuidado de si com as possibilidades de presença e abertura para o mundo.
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| Periodicidade: Encontros mensais, às 3as feiras, às 20:30h |
| Representante: Celia Alves Pinto Martha |
Os estudos terão início a partir dos Seminários e, o trabalho será feito através da leitura e discussão dos textos articulados com a prática clinica dos participantes. |
| Periodicidade: quinzenalmente, as terças-feiras, 20:30 hs |
| Representante: Fabio Lacombe |
| O objetivo do grupo é estudar a obra de Foucault, enfocando sua interlocução com a psicanálise. |
| Periodicidade: mensal, 2ª feira, às 21:15 horas |
| Representante: Leila Ripoll |
Walter Benjamin, em seu artigo “ O Narrador – Observações acerca da obra de Nicolau Lescov” – mostra-nos como se sucederam na história da literatura, as formas de expressão próprias à narrativa, ao romance e à informação. Situa em seu escrito, os diferentes contextos dos laços humanos que produziram esses estilos de comunicação, analisando em cada um deles, certa concepção de verdade subjacente, as mentalidades, os modos de produção econômica. Para Benjamin, é a peculiar relação estabelecida entre os fatos e sua interpretação, são os modos particulares de vida pública e privada, as relações do homem com a natureza, com o tempo e com a morte, que se expressam nestas formas privilegiadas de contar a realidade. Trabalhando o tema da narrativa, Benjamin observa que seu desaparecimento foi devido às transformações impostas ao homem pela modernidade: tranformações nos modos de produção, a divisão social do trabalho, o conhecimento fragmentado, as alterações nas relações pessoais, a solidão do indivíduo isolado. Os elementos isolados por Benjamim para caracterizar a narrativa - sua forma de comunicação artesanal, a proximidade com a coisa narrada, a qualidade justa, seca ou condensada do seu dizer que se abstém de explicações, a referência ao tempo e à memória, bem como o modo de sua transmissão - não só permitem diferenciar a narrativa, o romance e a informação entre si, mas sobretudo as diferentes posições ocupadas no discurso pelo sujeito que fala: Nessa perspectiva, o que é que temos hoje? Quem é o sujeito que, hoje fala ao psicanalista? Certamente, as grandes transformações tecnológicas e cientificas em desenvolvimento acelerado no mundo pós-moderno, a sociedade de consumo e sua devoração rápida dos laços e acontecimentos, favorecem o vazio, o nada reter da experiência. Hoje, o analista é levado a ocupar lugares muito afastados do contexto em que se produziu a narrativa. A espera paciente do relato implicado, do devaneio, da reminiscência fecunda, produz antes ansiedade e o convite à presença propícia à emergência da estória, traz tensa inquietação. Não será preciso, então, alargar nossos horizontes, mapear o território dos fatos que vem descentrá-lo da posição do conselheiro ( no sentido benjaminiano), desviá-lo do espaço onde se gera a “magia lenta das palavras” para forçá-lo na posição de psicoterapeuta? O que o faz trabalhar hoje, “per via di porre” aplicando cores onde antes não as havia ? Fedida (1988), grande narrador e conselheiro, quando discute o tema do amor e o problema da técnica, lembra como o lugar neutro do analista configura-se em certos casos, como injúria ao amor. A atividade do analista é tornada, assim, mais difícil. Sobretudo em tempos de narcisismo e de grandes colapsos do eu. Ela também é difícil em muitos casos, quando a regra fundamental de pensar livremente não significa nada, ou representa o terror de pensar. Esses são para Fédida, momentos em que a inventividade do analista, embora não calculada como um conceito, se legitima. “ Nunca fico mais que um ano, duas vezes por semana, nem pensar. Vim pela intolerância ao leite”. De fato, vem pelos ruídos da barriga, escuta seus órgãos, sempre atento aos trajetos internos dos gazes que o atormentam, às tendinites, às disfunções. Essa fala, exemplar do analisando de nossos dias, às voltas com o tempo e o corpo, nos leva a indagar sobre aquilo que se perdeu para o sujeito contemporâneo, para colocá-lo tão à margem das condições da narrativa: tem pressa, urgência de resposta, quer imediata restauração do bem estar. A narrativa, que se tece ali onde o tempo não conta, "na atmosfera em que se produzem as iluminuras, os marfins profundamente entalhados..."na troca humana da experiência, não consegue ganhar corpo aqui, onde, de fato, só o corpo murmura, alheio à história do sujeito e à duração de sua dor. Nesse sentido, é preciso propiciar algo que estabeleça uma cadeia de pensamentos. Fantasmatizar, pensamos, neurotizar, antes de reencontrar o tempo da narrativa. Na era da informação, o acontecimento humano se dessignificou. Hoje, banaliza-se a violência e a morte, dessacraliza-se o corpo. Não encontramos mais uma simbólica para a morte, os ritos, a autoridade, a transmissão de sabedoria próprias ao instante da passagem. O que sobrou dela, é apenas horror. Somos, homens contemporâneos, expectadores do horror espetacular, fulminante, paradoxalmente fugaz e constante. Também a sacralidade do corpo, feita dessa realidade dupla, carnal e simbólica a um só tempo, desapareceu nos tempos da noticia. Hoje a morte é um corpo inerte e o corpo, é coisa, objeto, matéria biológica, tratado em sua dimensão natural. Perdeu-se hoje a astúcia frente às forças do mundo, que em outros tempos os contos de fadas, como genuínas narrativas nos ensinaram a conquistar. Para compreender a potência perdida da palavra, seu poder mágico dissipado, é preciso, talvez fazer um caminho de retorno, entregar-se à correnteza para beber na foz. Dos mitos, das lendas, procurando aquilo que ficou à margem, produzindo um vácuo de pensamento ou uma angústia do pensar. Como vemos, não são poucas as questões que se levantam em torno desse sujeito exposto ao universo fantástico da notícia e das mais recentes tecnologias da comunicação: a devastação dos vivos e dos mortos, que nos convoca à reflexão sobre as categorias do público e do privado; a pregnância do real e o declínio do simbólico, o diálogo com o tempo, o instantâneo e o eterno. Enfim, considerando a dimensão ficcional da psicanálise, pensamos em traçar certo percurso que nos permita conhecer o personagem contemporâneo, situá-lo em seu contexto, para ver se é possível torná-lo narrador. É possível hoje, restaurar algo da narrativa?
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| Periodicidade: . |
| Representante: . |
| Esse grupo pretende discutir a respeito da contemporaneidade e do homem atual a partir da perspectiva trazida pela arte contemporânea. As artes trazem elementos para a psicanálise trabalhar, propondo outras perspectivas pelas quais podemos olhar as importantes questões que a contemporaneidade nos coloca, dinamizando conceitos que, longe de se manterem como universais intocáveis, podem deslizar para modos de apreensão interessantes e enriquecedores. Tomando como base as atuais teorias estéticas e críticas sobre arte, bem como projetos de determinados artistas ou de coletivos artísticos, buscamos mapear aquilo em que tais produções contribuem para entender nossa época e nossos modos de subjetivação e, também, aquilo em que podem ser articulados e contribuir para o saber psicanalítico. Tendo como disparadores os projetos de pesquisa de cada componente do grupo, reunimo-nos em torno deles, discutindo-os, bem como as referências bibliográficas que se façam necessárias para um maior aprofundamento de nossa investigação. |
| Periodicidade: quinzenalmente, às segundas-feiras, das 14:30 às 16:300hs |
| Representante: Andrea Masagão |
Este grupo tem como objetivo discutir, a partir das leituras psicanalíticas acerca da contemporaneidade, de que maneira os sujeitos vêm construindo e desenvolvendo seus projetos de vida em meio a um cenário de mudanças velozes em diferentes campos, como os da tecnologia, das relações familiares e de amizade, do mundo do trabalho e de tantos outros. Nesse sentido, investigar os projetos de vida é investigar de que maneira esses sujeitos criam para si um ideal e uma perspectiva de futuro e, aliado a isso, de que maneira essa percepção de futuro influencia a vivência de um tempo presente. No sentido aqui levantado, a idéia de projeto de vida é a de algo que está a todo momento colocada para o sujeito, de maneira mais ou menos intensa, explícita e sistematizada. A noção de que isto é algo sempre revisto e reorganizado pelo sujeito frente às suas experiências levanta algumas questões: de onde nascem esses projetos? Quais são as situações de crise e de obstáculos na contemporaneidade que levam o sujeito a tentar reorganizá-los? O que caracteriza os projetos de vida construídos em um determinado cenário contemporâneo?
Pensamos em iniciar nossos estudos tendo como foco de investigação a adolescência. Esse foco se justifica na medida em que nossa sociedade atribui à adolescência, entre outros sentidos, o de ser essa é a fase da vida na qual o sujeito vai definir "o que quer" ou "o que vai ser da vida". Talvez esse seja um dos momentos mais explícitos em que o sujeito é chamado a anunciar as suas intenções. Ao mesmo tempo, pensamos que esse estudo inicial possa se desdobrar na investigação de como os projetos de vida podem ser afetados, em outros momentos e idades, por vivências ligadas à relação com o mundo do trabalho, às relações familiares e outras experiências significativas para o sujeito.
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| Periodicidade: quinzenalmente, às sextas-feiras, das 14:30 às 16:00hs |
| Representante: Carmen Alvarez da Costa Carvalho |
| O propósito do grupo é discutir o problema da transmissão psíquica no campo da psicanálise e em suas fronteiras, tendo como principais balizas teóricas as noções de identidade e subjetividade. A partir da leitura de “Moisés e o Monoteísmo” (Freud, 1938) e do texto ”Freud e a política, entre o judaísmo e a judeidade” (Birman, 2007), iniciamos percurso teórico que inclui a leitura de outros autores, como Edward Said, Jacques Derrida, René Kaës, entre outros. Há diversos fios condutores instigantes no horizonte de nossos interesses, como as noções de fronteira, tribo, etnia, memória, arquivo e história. Neste momento, escolhemos nos deter sobre o problema da herança: o que se recebe, como se é constituído pelo que se recebe, e o que se escolhe transmitir daquilo que se recebe. Iniciamos o estudo do tema com J. Derrida e Elizabeth Roudinesco. |
| Periodicidade: quinzenal |
| Representante: Marta Okamoto |
| A partir do título acima, tirado de uma exposição que ocorreu nos anos 90 em Paris, e que colocava em questão as definições de feminino e masculino, propusemo-nos a indagar acerca desses dois lugares subjetivos na contemporaneidade. O feminino, o que é? E o masculino? Qual a relação entre feminino, masculino, ser mulher e ser homem? A feminilidade pode ser pensada, ainda, por meio da referência à castração? E a masculinidade, vale ser abordada por essa mesma lógica? Por que, no campo psicanalítico, o masculino é tomado como dado e o feminino está no lugar da questão? Tendo tais perguntas por diretrizes, tomamos como objetivo realizar um percurso de leituras e discussões que, transitando pelo feminino e pelo masculino, nos permite colocar em tensão, em questão e em construção esses conceitos, a partir do prisma psicanalítico. |
| Periodicidade: quinzenalmente, nas 1ª. e 3ª. sextas-feiras de cada mês, das 14:30 às 16:30hs |
| Representante: Maria Helena Saleme |
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